História do Santuário de Schoenstatt

Pré-História de Schoenstatt

O lugar é considerado o berço de todo o Movimento Apostólico de Schoenstatt. Sua história remonta desde o século XII.
            No ano de 1143, o então bispo de Trier, Dom Alberto, doou o terreno às Irmãs de Santo Agostinho, dando-lhe o nome: eine schöne statt, quer dizer: um lindo lugar. Neste lugar as Irmãs Agostinianas construíram o seu convento e uma basílica e os consagraram à Nossa Senhora. Isto prova que já no início Schoenstatt foi um lugar de devoção mariana. Uma torre antiga é o único sinal, daquele tempo, que ainda há neste local, Eram duas, e uma delas caiu por volta dos anos de 1943 e 1944.
            A capelinha, hoje, Santuário de Schoenstatt, deve ter sido construída pouco tempo depois da doação do terreno, isto é, em 1224. Esta servia de capela do cemitério e por isso, dedicada ao Arcanjo São Miguel, segundo um antigo costume alemão. A primeira Ata que temos marcando a sua existência, data o ano de 1319. Ao longo dos tempos, a capelinha foi destruída duas vezes: no ano de 1636 durante a guerra dos 30 anos e no ano de 1812, por uma invasão francesa que destruiu só o interior.
            De 1889 a 1901 esta área era propriedade particular de uma família, até que os Palotinos construíram neste lugar sua terceira comunidade alemã. Eles aproveitaram a casa situada em frente a Capelinha, (ela foi construída sobre os fundamentos do antigo convento) para um seminário menor. Como o espaço tornou-se insuficiente, construíram um novo seminário no alto do monte, aproveitando uma das muralhas que outrora cercavam a propriedade do convento. O seminário foi inaugurado a 8 de dezembro de 1912.

 História da Fundação de Schoenstatt

             O Pe. José Kentenich, ordenado sacerdote em 8 de julho de 1910, atuava como professor no seminário em Erenbreitsteim. Em 27 de outubro de 1912 ele foi chamado a Schoenstatt para assumir como Diretor Espiritual no Seminário maior.
            Apesar do esforço de dois diretores espirituais anteriores, não se conseguiu vencer o espírito revolucionário dos alunos. Quem o iria conseguir, seria o Pe. Kentenich que já tinha mostrado os seus conhecimentos pedagógicos como professor em Erenbreitsteim (1910-1912).
            Desde sempre ele acalentou a idéia original de criar um novo tipo de homem, capaz de aspirar às alturas, num espírito totalmente livre e magnânimo. Por isso, na sua conferência de apresentação aos seminaristas hoje considerado como Documento de Pré-fundação – 27 de outubro de 1912 ele soube entusiasmar os jovens para um novo programa:

 “Sob a proteção de Maria queremos aprender a educar-nos, para sermos sólidos e livres caracteres sacerdotais...”

             Estas palavras ajudaram a vencer o espírito revolucionário.
            Pe. Kentenich sabia que esta luta pela verdadeira liberdade interior e pela formação da personalidade integral não seria possível sem a proteção especial de Maria. Por esta razão, ele levou os jovens a fundar uma Congregação Mariana, no dia 19 de abril de 1914.
            Os jovens mostraram interesse em reunirem-se numa sala própria e o Pe. Kentenich lhes propôs a velha capelinha onde se guardavam as ferramentas de jardinagem. Em julho de 1914 o provincial dos Palotinos, Pe. Kolb, ofereceu-lhes a capelinha e eles procuraram ornamentá-la do melhor modo possível.
            Pe. Kentenich estava sempre atento aos sinais da vontade de deus, que se manifestem nos acontecimentos do dia a dia. Assim aconteceu que, em julho do mesmo ano, ele leu um artigo, num jornal, sobre um lugar de peregrinação em Pompéia, Itália, que deve sua origem ao simples espírito de fé e às orações de um advogado convertido, Bartolo Longo (1871).
             A primeira guerra mundial tinha começado e os jovens precisavam de graças especiais para sobreviverem nos campos de batalha, de modo cristão. Pe. Kentenich perguntava a si próprio, se não era esta a vontade de Deus: transformar a capelinha num lugar de graças. Uma idéia singela, porém ainda muito ousada para torná-la conhecida.
            Pe. Kentenich revelou esta idéia aos jovens no dia 18 de outubro de 1914, durante o primeiro encontro realizado na capelinha:

            “Não seria possível que a capelinha de nossa Congregação se tornasse nosso Tabor, no qual se manifestam as glorias de Maria? Sem dúvida, maior ação apostólica não podemos legar aos nossos sucessores do que mover Nossa Senhora e Rainha a estabelecer aqui, de modo especial, o seu trono, distribuir seus tesouros e realizar milagres da graça. Pressentis o que viso? Gostaria de transformar este lugar num lugar de romarias e de graças para nossa casa, para toda a Província alemã e, talvez, para mais além...”
            Como qualquer outro contrato, também aqui há de se cumprir exigências. O Pe. Kentenich exprimiu-as através das seguintes palavras de Nossa Senhora, como se ela falasse:

            “Provai primeiro que realmente me amais, levando a sério vossos propósitos, cada um deve alcançar o mais alto grau de perfeição, por zelosa vida de oração, cumprimento fiel e fidelíssimo dos deveres e muitas contribuições ao Capital de Graças. Esta santificação exijo de vós”.
             Pe. Kentenich interpretou a resposta de Maria:

            “Então, de boa vontade me estabelecerei neste lugar e distribuirei dons e graças em abundância; atrairei juvenis a mim, e os educarei para serem instrumentos úteis, em minhas mãos”.
           
Este ato foi considerado, mais tarde, como uma aliança de amor de Maria com o Pe. Kentenich e, através dele, também com os jovens. Estas palavras de 18 de outubro de 1914 são consideradas o Documento de fundação de Schoenstatt.
           
Os fatos históricos provam que Maria aceitou esta Aliança, Ela já operou grandes milagres no Santuário. Estes, não são tanto de natureza física, mas sim de ordem moral, conforme as necessidades dos tempos atuais. O mundo de hoje está cheio de agitação, de solidão e insegurança. Nesta Capelinha, Maria faz-nos experimentar a realidade do seu amor. No Santuário ela nos oferece as graças de abrigo espiritual, de transformação interior e de fecundidade apostólica.

As graças especiais dos Santuários de Schoenstatt:
    Abrigo espiritual - Todos os que visitam o Santuário, ou acolhem com fé a Imagem Peregrina da Mãe Peregrina de Schoenstatt, experimentam, aos poucos, a graça de sentirem-se acolhidos por ela como filhos. Por meio de seu coração materno, vivenciam o quanto Deus os ama, e colocam-se a seu serviço, confiantes na sua Providência Divina.
    Transformação interior - É decorrente da graça do abrigo. Se crermos que somos amados por Deus, o amor nos impulsiona a vivermos de acordo com seus ensinamentos. Maria intercede a Jesus as graças que necessitamos para o seguimento do Evangelho. Como o Pai lhe confiou a educação humana de seu Filho, assim também acreditamos que ela nos ajuda a formar nossa vida à sua semelhança.
    Eficácia no apostolado - Se as palavras comovem e os exemplos arrastam, a transformação de nosso interior faz com que por meio de nós muitos encontrem o caminho de volta à casa do Pai. Nosso apostolado torna-se uma expressão de amor, por isso, generoso, humilde e acompanhado com as bênçãos de Maria.
                A origem do Santuário efetuou-se por meio de uma Aliança de Amor realizada pelo Pe.Kentenich e os seminaristas com a Mãe de Deus. A frutuosidade de sua existência está relacionada à fidelidade a esta Aliança. Cada pessoa que sela a Aliança de Amor se insere nesse compromisso mútuo e se dispõe a colaborar para que a Mãe de Deus continue a operar prodígios de transformação nos corações e tornar essa pequena Capelinha um Santuário de graças. Essa colaboração humana chamamos de Capital de Graças.

 

Institutos Seculares

Padres de Schoenstatt

Padres Diocesanos de Schoenstatt

Irmãos de Maria de Schoenstatt

Irmãs de Maria de Schoenstatt

Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt

Instituto das Famílias de Schoenstatt

Uniões

União dos Sacerdotes de Schoenstatt

União dos Homens de Schoenstatt

União das Mães de Schoenstatt

União Feminina de Schoenstatt

União dos Enfermos de Schoenstatt

União das Famílias de Schoenstatt

 

 Ligas Apostólicas

Liga dos Sacerdotes de Schoenstatt

Liga dos Homens de Schoenstatt

Liga das Mães de Schoenstatt

Liga das Famílias de Schoenstatt

Liga Feminina de Schoenstatt

Liga da Juventude Feminina de Schoenstatt

Liga das Acadêmicas de Schoenstatt

Liga da Juventude Masculina de Schoenstatt

Liga dos Enfermos de Schoenstatt