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Pe. José
Kentenich nasceu em Gymnich - Alemanha, no 18 de Novembro de 1885. Em 1906
entra para a Sociedade do Apostolado Católico (Padres Pallottinos). Dois
anos depois da sua ordenação sacerdotal, é nomeado em 1912 diretor
espiritual do Seminário de Schoenstatt, onde veio a fundar o Movimento
Apostólico que recebeu o nome de Família Internacional de Shoenstatt.
Uma das características principais do Pe. Kentenich é conservar sempre "a
mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus". Seguindo os sinais
indicados pela Divina Providência, em 18 de outubro de 1914, em meio a I
Guerra Mundial, com seus alunos, sela a Aliança de Amor com Maria,
suplicando-lhe que torne a pequena Capelinha do seminário, um Santuário de
Graças e um centro de renovação religioso e moral para a Alemanha e o mundo.
Alguns desses alunos são chamados como soldados para a guerra e oferecem a
própria vida a Deus, em holocausto pela frutuosidade da Obra que iniciaram
com o Pe. José Kentenich. Após a guerra muitas pessoas chegam a Schoenstatt
atraídas pela espiritualidade que conheceram nos campos de batalha. A Obra
se expande além dos muros do seminário em grupos de famílias, sacerdotes,
Irmãs, homens, mulheres e jovens.
No decorrer da segunda guerra mundial a Obra é perseguida pelos nazistas.
Pe. Kentenich é preso e detido por mais de três anos no Campo de
Concentração de Dachau. Nesse local, em meio a grande perigo de vida,
continua a edificar sua Fundação por meio de conferências e correspondências
irregulares. Sob a proteção da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de
Schoenstatt, nesse "inferno de Dachau", realiza a Fundação de dois
Institutos Seculares: dos Irmãos de Maria de Schoenstatt e das Famílias de
Schoenstatt. É liberado do Campo de Concentração em 1945, e logo inicia as
viagens mundiais, aos países onde sua Obra estava se edificando. Por dez
vezes visitou o Brasil.
Por determinação
eclesiástica, permanece afastado de sua Fundação de 1951 a 1965. Em
obediência à Igreja, aceita seu exílio como uma forma especial de imitação a
Jesus. Jamais diz algo negativo contra a hierarquia eclesiástica, que ainda
não compreende seu modo de pensar e seu método pedagógico.
Amadurecido pela cruz, torna-se pai para muitos. Anuncia e vive a confiança
heróica no poder de Maria e no amor misericordioso de Deus Pai. Sua vida é
um serviço à Igreja que tanto amou.
No encerramento do Concílio Vaticano II, Padre Kentenich é recebido em
audiência pelo Papa Paulo VI. O Papa manifesta a ele e a Obra por ele
fundada seu reconhecimento. Pe. Kentenich coloca, mais uma vez, sua Fundação
inteiramente ao dispor da Igreja e continua servindo-a de modo humilde,
obediente e fiel.
Em 15
de setembro de 1968, festa de Nossa Senhora das Dores, logo após celebrar a
Santa Missa, na Igreja da Santíssima Trindade, no Monte Schoenstatt, devolve
sua vida a Deus. Falece em fama de santidade.
O processo pela sua canonização inicia-se no dia 10 de fevereiro de 1975 e
são milhares os que a ele recorrem alcançando auxílio em suas necessidades.
A seu respeito, o Papa João Paulo II diz à Família de Schoenstatt, na
celebração do centenário do Fundador: "Uma sincera devoção a Maria faz
crescer um frutífero amor à Igreja. A vida de vosso Fundador é testemunha
desta verdade". (20.9.1985) |